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Autor: Sandra R. Fergutz dos Santos Batista | Data: 24/09/2018| 08:00
Imagem: Prevenção ao Suicídio

Conversando sobre o suicídio

OS NÚMEROS

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2017), 800 mil pessoas morrem em decorrência do suicídio no mundo, sendo que, a cada adulto que comete o suicídio, pelo menos outros 20 atentam contra a própria vida. O suicídio é a segunda causa de morte entre os mais jovens (15 a 29 anos).

 

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

Transtornos Mentais:

- Depressão

- Uso prejudicial do álcool

- Esquizofrenia

 

Questões Sociodemográficas:

- Isolamento social

- Residir em cidades pequenas

- Entre agricultores (em especial na região Sul)

 

Psicossociais: 

- Perdas recentes

- Desesperança

- Estigma e discriminação

- Baixa resiliência

                         

Condições Clínicas:

- Lesões desfigurantes

- Dor crônica

- Doenças degenerativas

- Neoplasias malignas

 

Pessoas mais Vulneráveis Social e Programaticamente:

- Idosas(os)

- Moradoras(es) de rua

- Presidiárias(os)

- Pequenos agricultores

- Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais

- Indígenas

 

A maior vulnerabilidade dessas pessoas está relacionada aos processos de discriminação vivenciados socialmente, seja no âmbito familiar, escolar, laboral e/ou na sociedade como um todo. Quanto maiores são as vivências de discriminação, maiores são as taxas de suicídio. Isso porque esses processos levam as pessoas ao isolamento, depressão, ansiedade, entre outros, tornando a dor de viver insuportável.

Nesse sentido, o fenômeno do suicídio é complexo, multifatorial. Generalizações de fatores de risco são contraproducentes. A análise contextual torna possível compreender situações de maior risco, tais como:

- Ter acesso aos meios de cometer suicídio

- Apresentar dificuldade em lidar com estresses agudos ou crônicos da vida

- Sofrer violência baseada em gênero, raça/etnia, orientação sexual, idade

- Abuso infantil

- Discriminação

 

PREVENÇÃO

A tentativa de suicídio é a expressão de um processo de crise, que se desenvolve de forma gradual. Portanto, intervir precoce e adequadamente na situação, envolvendo a pessoa e seu conjunto de relações, é uma estratégia de prevenção do suicídio; bem como a redução dos processos de estigmatização e discriminação e das desigualdades de gênero e sexuais, que colaboram para situações de violações.

O estigma em relação ao tema do suicídio impede a procura de ajuda, que pode evitar mortes.

O que a sociedade pode fazer?

- Falar sobre o suicídio sem alarmismos

- Desconstruir e enfrentar os processos de estigmatização e discriminação

- Encaminhar para profissionais da psicologia e psiquiatria

- Prestar atendimento/intervenções adequados (com base em dados e evidências científicas)

- Valorizar adequadamente as queixas e/ou sintomas

- Conhecer e dar conhecimento dos locais de ajuda – acolhimento

- Reconhecer o suicídio como um problema de saúde pública

- Destinar recursos humanos e financeiros públicos para sua prevenção



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Sou

A proposta da conversa sobre o tema da violência entre casais de lésbicas foi tratado de maneira tão integrativa e com tanto respeito pelas articuladoras do debate que só poderia gerar em cada uma de nós a sensação de acolhimento e a gratidão pelo conhecimento compartilhado!

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